sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Rua do Cais do Pico na década de 60 do século passado

Transcreve-se de seguida uma história do amigo Francisco Medeiros, intitulada "Rua do Cais do Pico na década de 60 do século passado" e que se refere à emblemática Rua do Cais, situada no centro histórico da vila de São Roque do Pico.

Esta história, a qual integra o livro "Homens de Olhos Encovados e Outras Estórias de Homens do Mar", também da autoria de Francisco Medeiros, relata os acontecimentos de um típico dia de agosto na Rua do Cais, onde intervêm várias personagens bem conhecidas por estes lados do Cais do Pico.

Por razões familiares, tive o privilégio de conviver de perto com um dos intervenientes, o qual me contou as história da cabeça de burro e da linguiça tal e qual como estão descritas de seguida, podendo eu assim corroborar esta versão dos acontecimentos.

As imagens que acompanham a história foram obtidas na internet, sendo que no fim apresentam-se fotografias panorâmicas da Rua do Cais no presente (agosto de 2015).

Haja saúde!



RUA DO CAIS DO PICO NA DÉCADA DE 60 DO SÉCULO PASSADO

Tinha amanhecido sem vento. O mar manso no canal oferecia-nos um azul que destacava a ilha em frente, parecendo mais próxima. Aquela manhã de Agosto prometia mais um dia de trabalho.


O sol, vindo da Ponta do Monteiros, ia subindo lentamente. Adivinha-se mais um dia de calor. A fábrica da baleia, com os seus apitos agudos acorda quase toda a população, avisando os operários que há baleia na Baía do Cais.

Vindos do baixio da Ponta dos Rosais, o António Ruás e o Henrique Caneca, já com os barcos lavados, apressam-se a vender o peixe na pesqueira. Há abundância de abróteas, bagres, bocas negras, congros e chernes; sendo este está a cinco escudos o cambão.

O João Caneca está dentro da Garota, amarrada à bóia. Tem o motor a trabalhar para esgotar a lancha. Chegou de madrugada com baleias a reboque e espera que o vão buscar, na chata da rampa.

No varadouro do cais, o Manuel Fula, o Leve, o Manuel Xareta e o Januário, com outros baleeiros, estão a estender os panos dos botes e as linhas alagados da arreada do dia anterior.

A camioneta da carreira, conduzida pelo Devezas, pára junto ao farol do Cais do Pico para descarregar os passageiros vindos da Prainha e embarcar os que vem da Piedade na camioneta conduzida pelo Miguel, a fim de seguirem para a Madalena.

Pouco depois sai o Dr. Tibério de casa, abre a porta do consultório para os que vão à consulta. Saindo portão fora, rente ao muro, dirige-se para a pesqueira, vai olhando para a baía onde estão baleias caçadas na véspera.

De regresso da pesqueira, passa junto à pequena loja por baixo do balcão do Mário Janeiro, onde o Luís Pereira está atarefado na preparação da chegada do iate Santo Amaro, que vem do Faial para fazer viagem pelos portos de S. Jorge até Angra do Heroísmo, na Terceira.

O Dr. Tibério pára à porta e pergunta:
— O que é que o Senhor vende ai dentro?
— Cabeças de burro! - diz o Luís Pereira.
— Vejo que fez muito negócio, porque já tem só uma! - e o Dr. Tibério continua a andar fingindo desinteresse.

Um dos passageiros que chegou da Prainha na camioneta dirige-se ao Dr. Tibério:
— Senhor dótor! Ó senhor dótor.
— O que é que tu queres?
— Passei mal esta noite. Dormi munto mal, nã sei que tenho!
— Vai ali, diz ao Sousa da farmácia que apareça à porta!
— Ó Sousa tu tens...? - lá diz o nome dum medicamento. Quando o homem regressa, diz-lhe como deve ser tomado.
Estava feita a primeira consulta do dia.

Em seguida, entra no consultório, para iniciar as consultas. A primeira a ser atendida é uma senhora que tem a alcunha de Capucha, de seu nome Maria Francisca do Coração de Jesus. É da Freguesia de Santa Luzia e de fracos recursos. Nos meses de Agosto costuma vender fruta no Cais do Pico. Antes de entrar no consultório, tinha ido ela à casa do Dr. Tibério, pelo lado da cozinha, levar uma porção de linguiça como oferta, que entregou à esposa do médico, D. Isaura.

Após a consulta pergunta quanto devia. O Dr. diz-lhe que são setenta escudos. Ela paga, sai do consultório, vai direita à porta da cozinha, bate e diz à criada que lhe aparece:
— O senhor dótor Tibério diz p'ra me dares a linguiça porque nã na pode comer que le faz mal.
Recebe a linguiça, sai portão fora e foi vendê-la por cem escudos!


No café da Casa Âncora, o Sousa da farmácia está dentro do balcão a fazer uma cafeteira de café. Passa mais de meia hora do meio-dia. Os clientes de todos os dias vão entrando, comentando as novidades do dia. Cada um tem o seu dia de pagar para todos, mas há um que tem andado a esquivar-se. Este quando entra cumprimenta os que já lá estão. Ninguém responde. Diz um palavrão e vai sentar-se ao pé dos habituais companheiros.

O Germano Azevedo, que já lá está, cochicha com os outros e um deles sai à socapa, vai à praça e chama todos os motoristas para virem tomar café. Naquele dia o faltoso não fugiu. Bateu o recorde, pagou dezoito cafés, com alguns bagaços à mistura.

Bons tempos!


Francisco Medeiros

Vila de São Roque do Pico
Maio de 2004




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A importância da rota aérea Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada

A ilha do Pico é servida por via aérea, de forma regular, com ligações da SATA de/para Lisboa, Terceira e São Miguel. Esta última rota, formalmente denominada de Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada, assume extrema importância não só no contexto da ilha montanha mas também no todo regional açoriano, como se verá de seguida.

A ilha de São Miguel, por ser a dos Açores que tem mais população (e a maior em área, inclusivamente é a maior ilha de todo o território português), tem naturalmente mais ligações aéreas não só para o exterior (Continente, Madeira, Europa, Estados Unidos da América e Canadá) mas também para as restantes ilhas açorianas. Mais ainda, apenas para esta ilha as companhias aéreas low-cost efetuam ligações entre o Continente e os Açores.

Assim, uma boa ligação ao Aeroporto João Paulo II, quer seja do Pico ou de outra ilha açoriana, é sinónimo de um passageiro poder alcançar facilmente um vasto leque de destinos nacionais e internacionais saindo da sua ilha, ao mesmo tempo que também significa que turistas e emigrantes podem chegar rapidamente às ilhas mais pequenas.

Por outro lado, a cidade de Ponta Delgada é a maior dos Açores, está em franco crescimento, quer populacional quer económico, e muitos açorianos, nomeadamente os picarotos, têm que se deslocar a esta cidade para aceder a muitos serviços que não têm disponíveis na sua ilha, desde o comércio aos cuidados de saúde. Devido a mais estas razões, torna-se fundamental ligar por via aérea a ilha de São Miguel às restantes, não sendo o Pico uma exceção.

Então como se enquadra a rota aérea Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada dentro do panorama regional açoriano? Em primeiro lugar, e segundo as novas obrigações de serviço público dos serviços aéreos no interior da Região Autónoma dos Açores, a frequência desta rota é a seguinte:
Como se pode notar, as novas obrigações de serviço público vieram reduzir a oferta mínima obrigatória nesta importante rota. Será que esta rota não tem procura? Para responder a esta questão, recorde-se algumas estatísticas:
Os dados anteriores parecem indicar uma tendência de crescimento que justificaria um aumento de voos e não uma diminuição. Contudo, estes dados não se referem diretamente à rota Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada, nem o Serviço Regional de Estatística disponibiliza dados por rota aérea.

Acontece que a SATA publicou a 19 de agosto deste ano, no jornal 'Açoriano Oriental', as disponibilidades de lugares por rota (cópia desta publicação no final deste post), permitindo assim ter uma ideia factual e concreta do verdadeiro valor da rota Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada.

Analisando os dados, é possível calcular a taxa de ocupação baseada na procura para os meses de setembro e outubro e fazer os respetivos rankings das diversas ligações interilhas, os quais se apresentam de seguida.



Como se pode observar, a rota Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada é a segunda com mais procura nos Açores (em percentagem face à oferta), ficando em primeiro se só se considerar as ligações às ilhas do Triângulo. Também não deixa de ser curioso que as rotas interilhas que servem o Pico (com São Miguel e Terceira) têm sempre uma procura superior quando comparadas com as equivalentes para as outras duas ilhas do Triângulo (São Jorge e Faial), estando em consonância com os voos esgotados verificados anteriormente.

Então a conclusão lógica seria a de que se deveria aumentar a frequência e a qualidade dos voos entre o Pico e São Miguel (de modo a também evitar situações caricatas). Será isso o que vai acontecer? Já se viu que o mínimo obrigatório foi reduzido e o que está planeado pela SATA revela que provavelmente o Pico ficará pior servido do que era. Vejamos:
Uma das soluções seria apelar ao Governo Regional para que dê instruções para que aumente o número de voos para o Pico, nomeadamente na rota Ponta Delgada - Pico - Ponta Delgada. No entanto, a lógica mais uma vez parece ser outra: foram anunciados aumentos de frequências de voos acima do mínimo obrigatório apenas para a rota Terceira - Graciosa - Terceira, a qual é, com base nos dados das tabelas anteriores, a segunda dos Açores com menor procura!

Em suma, mais uma vez se verifica que mesmo estando o Pico na moda (comprovado com dados estatísticos claros), o Pico é que sofre devido às modas da SATA que prejudicam o crescimento da ilha montanha!

Haja saúde!





terça-feira, 25 de agosto de 2015

Comunicado da Atlânticoline sobre alterações devido ao mau tempo (24.08.2015)

Comunicado da Atlânticoline sobre alterações devido ao mau tempo:
Estimados passageiros, 
Em virtude do previsível agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias e do consequente aumento da agitação marítima, a Atlânticoline S.A vê-se forçada a reajustar a sua operação, inicialmente prevista paras os dias 26 e 28 de agosto de 2015, 4ª e 6ª feira, respetivamente. 
Assim, a operação inicialmente prevista para dia 26 de agosto de 2015, será antecipada para dia 25 de agosto de 2015, no qual realizaremos as seguintes viagens: 
Navio Hellenic Wind
S. Miguel – Sta. Maria
08h30 – 10h45 
Sta. Maria – S. Miguel
19h00 – 21h15

*A viagem S. Miguel – Terceira (21h45 – 01h30) também prevista para dia 26 de agosto (4ª feira) realizar-se-á dia 28 de agosto (09h30 – 13h15).

Relativamente ao Navio Santorini, a operação inicialmente prevista para dia 26 de agosto de 2015, 4ª feira, será antecipada para dia 25 de agosto de 2015, 3ª feira, no qual realizaremos as seguintes viagens: 
Navio Express Santorini
Faial – Pico
14h30 – 15h45 
Pico – S. Jorge
16h15 – 17h00 
S. Jorge – Graciosa
17h30 – 19h45 
Graciosa – Terceira
20h15 – 23h30

Quanto às viagens previstas para dia 27 de agosto, 5ª feira, estas serão adiadas para dia 28 de agosto, 6ª feira, no seguinte horário: 
Navio Hellenic Wind
Terceira – S. Miguel
14h15 – 18h00 
S. Miguel – Terceira
21h45 – 01h30

A Atlânticoline S.A apela à compreensão de todos os seus passageiros, aproveitando ainda para reiterar o nosso compromisso para com os mesmos, no que á segurança destes diz respeito. 

Haja saúde!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Vídeo de um incêndio em São Roque do Pico

No final do dia desta quinta-feira, 20 de agosto de 2015, verificou-se que existia um incêndio descontrolado junto ao campo de jogos do Vitória Futebol Clube, em São Roque do Pico.


Os Bombeiros Voluntários de São Roque do Pico foram chamados ao local e, de forma eficaz, estes responderam à situação: rapidamente chegaram junto do campo de jogos, abriram caminho para chegar mais próximo das labaredas tendo o cuidado de não destruir permanentemente a rede do campo de jogos e, por fim, controlaram as chamas num instante.

Os vídeos seguintes mostram a ação destes soldados da paz, sediados na vila de São Roque do Pico, durante o domínio e extinção deste incêndio, apresentando-se no fim uma fotografia da fase de rescaldo.

Haja saúde!




terça-feira, 18 de agosto de 2015

Festa da Poça 2015


Cartaz com o programa da Festa da Poça 2015, que decorre junto à Poça Branca, na Prainha, São Roque do Pico, entre 20 e 23 de agosto (mais informações no Facebook oficial):


Haja saúde!

domingo, 16 de agosto de 2015

A ilha do Pico nas 'Crónicas da Atlântida'

As 'Crónicas da Atlântida' são uma viagem visual pelos Açores: uma foto por dia, uma ilha por mês, da maior à mais pequena, de leste para oeste. O mês de agosto está sendo dedicado à ilha do Pico - "É impossível não ficar maravilhado quando se avista de longe a majestosa ilha do Pico. Para além da sua imponência, existe uma magia que a acompanha e nos faz sonhar."

António Luís Campos, fotojornalista da National Geographic Portugal e líder de viagens-aventura da Nomad, é o responsável por este projeto e encontra-se a partilhar a sua perspetiva pessoal sobre o quotidiano das gentes açorianas, num relato documental de lentos ritmos e atenta observação de vidas que se regem neste paraíso.

Faça uma visita em: www.ionline.pt/atlantida

Haja saúde!


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A recuperação da vinha do Pico

A vinha da ilha do Pico está em franca fase de recuperação: atualmente, existem cerca de 130 hectares em produção, os quais num futuro próximo serão acrescidos de cerca de 100 hectares (estes últimos encontram-se em fase de instalação).

A grande maioria das vinhas da ilha montanha está afeta às castas nobres: Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico.

Nunca é demais recordar que a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico...

A vinha do Pico tem especificidades que levam à produção de vinhos únicos em todo o mundo, como é disso exemplo o vinho licoroso 'Czar' - colheita de 2009 - o qual é uma dádiva dos deuses!

O ciclo económico do vinho na ilha do Pico não só marcou uma era como criou grande parte da paisagem na ilha do Pico. Com o abandono de muitas vinhas em meados do século XIX, ao longo dos anos os currais das vinhas foram sendo substituídos por árvores de maior porte, moldando de muito verde e ocultando os muros de pedra da paisagem tradicionalmente ocupada pelos vinhedos.

Com a recuperação da vinha do Pico, assiste-se agora a um regresso da paisagem tradicional, sendo notório, sobretudo a partir do mar ou de um avião, um maior número de clareiras que se regista nas zonas onde se plantam as videiras, como comprovam as imagens seguintes.

Haja saúde!



(© do vídeo: Michael Eschenbacher)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Festas do Padroeiro São Roque 2015


Aqui fica o cartaz com o programa das Festas do Padroeiro São Roque 2015, que decorrem na vila de São Roque do Pico entre 15 e 17 de agosto. Integrados nestas festas, apresenta-se também o cartaz do festival de DJ's e o cartaz da tourada à corda.

[Vídeos desta festa: Kapatazes (1)]

Haja saúde!



terça-feira, 11 de agosto de 2015

O mar noturno no porto do Cais do Pico

Aqui fica um vídeo do estado do mar no porto do Cais do Pico, situado na vila de São Roque do Pico, obtido esta noite (11 de agosto de 2015, cerca das 21h30) - o mar parecia estar calmo e o barulho das ondas a bater na rampa roll-on roll-off era quase inexistente.


Ao mesmo tempo era cancelada a escala da Linha Verde (e também da Linha Lilás) do navio "Gilberto Mariano" neste porto "devido ás [sic] condições meteorológicas".


Ressalvando que a segurança das escalas marítimas está sempre em primeiro lugar, não deixa de ser curioso que às 19h45 o navio "Cruzeiro do Canal" efetuou a escala prevista neste porto, numa altura em que as condições meteorológicas eram mais desfavoráveis, como dava conta o WindGURU.


O velhinho "Cruzeiro do Canal" pode não ser um "ÁS" a navegar como o seu recente substituto nas ligações marítimas no Triângulo "Gilberto Mariano" (este último navio tem uns estabilizadores), mas pelos vistos consegue operar com outro tipo de condições meteorológicas... É a intermodalidade do porto do Cais do Pico!

Haja saúde!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Whale & Dolphin Watching a sul do Pico

A observação de cetáceos, vulgarmente conhecida por Whale & Dolphin Watching, é atualmente uma importante fonte de rendimento no arquipélago dos Açores. Aliás, esta atividade veio substituir a caça à baleia pelos baleeiros açorianos, podendo este povo orgulhar-se de não só ter preservado a memória baleeira (exemplo disso é o Museu do Pico) mas também de agora, e sem matar baleias, ter sabido tirar partido económico do facto de os Açores serem um dos maiores santuários de baleias do mundo.

As águas límpidas e transparentes a sul da ilha do Pico são também um dos locais de eleição nos Açores (quiçá o melhor) para estes mamíferos marinhos se alimentarem. Assim, são muitas as embarcações que se deslocam a sul do Pico em busca da observação de baleias, golfinhos e outros animais.


Relata-se de seguida (com imagens e vídeos) um exemplo de uma saída para o mar, proporcionada pela empresa "HortaCetáceos", com o objetivo de fazer Whale & Dolphin Watching.

Existem dois momentos antes da saída. Primeiro, é dado um briefing elucidando como funciona esta atividade, uma explicação dos animais que poderão ser observados e são distribuídos os impermeáveis e os coletes de salvação. Depois, os vigias em terra dão indicações sobre onde estão as baleias - são pares de olhos treinados e encovados em binóculos durante longos períodos de tempo, tal e qual como era na época da baleação.

Após os dois momentos anteriormente descritos, o barco partiu em direção ao local indicado. Quando lá se chegou, mais uma vez imitou-se os antigos baleeiros: procurou-se pelos bufos para saber onde estavam as baleias, sendo que o bufo do cachalote - o maior animal com dentes atualmente existente - é claramente identificável devido a ser oblíquo. Uma vez encontrado o cachalote, foi tempo de relaxar, aproveitar o momento e esperar que o animal mergulhasse para se alimentar, mostrando nesse momento a cauda...


Enquanto o cachalote procurava alimento (tipicamente um mergulho dura cerca de 45 minutos) iniciou-se uma outra atividade: o Whale Waiting! O skipper da "HortaCetáceos", Pedro Filipe - amante da natureza em geral e das baleias em particular; minucioso na explicação durante toda a viagem sobre o que estava acontecendo, o nome das espécies e o seu comportamento habitual - aproveitou esta parte do Whale Waiting para colocar na água um hidrofone desenvolvido por ele e que permite não só ouvir os sons emitidos pelas baleias (uns cliques) mas também saber em que direção as mesmas se encontram, antecipando o local onde poderão ser avistados estes animais quando os mesmo voltam à superfície (foi curioso notar que após ter sido utilizado o hidrofone, a embarcação da "HortaCetáceos" funcionou como uma espécie de follow me de algumas embarcações vizinhas que também lá estavam a fazer Whale Waiting...).

Esta também foi a altura em que se pôde apreciar os cagarros no mar e outros animais que se deslocam debaixo de água, como a tartaruga boba.


Os cachalotes lá voltaram a subir e a mergulhar, permitindo ver mais uns "rabos". Foi então chegada a hora de rodar o leme e rumar em direção à base na marina da Horta. No entanto, pelo caminho ainda houve tempo para apreciar o surfar e brincar de alguns golfinhos moleiros.


Chegados a terra firme, na base da "HortaCetáceos" foram servidos uns biscoitos e angelica do Pico. Mas a experiência não terminou sem ser dado a cada participante um certificado da viagem, identificando as espécies observadas.


O Whale & Dolphin Watching é uma atividade turística que vale a pena realizar, sendo que os mais aventureiros também podem escolher fazer natação com golfinhos. Para mais informações, aqui fica o contacto da empresa "HortaCetáceos": www.hortacetaceos.com

Haja saúde!